Wednesday, September 5, 2007

Copom pode deixar redução dos juros para depois da prorrogação da CPMF no Congresso

Gaguejante, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, fez um apelo dramático porém menos convicente do que a ameaça que ficou implícita à noite,  quando o plenário se esvaziou e os deputados foram saber que dia Renan será julgado no plenário - absolvido segundo os amigos do governo, ou cassado segundo a oposição e os independentes.

A impressão que ficou do ministro Mantega - e do esforço concentrado de mais três ou quatro do primeiro escalão de Lula, que apareceram no Congresso - é que o Ministério da Fazenda terá que ser durão, algo que o professor Guido não precisou exercitar até agora diante do cenário de estabilidade em clima internacional de crescimento sem crises, se quiser mesmo aprovar a CPMF com a atual alíquota de 0,38%.

De jeito nenhum, neste momento, o Brasil pode passar a impressão de fraqueza da autoridade monetária - se fizer isso uma vez, o mercado monta.

Portanto, há quem esteja votando no Banco Central em favor de um tranco na política monetária: basta não mexer na taxa Selic nesta quinta-feira e deixar para fazê-lo na reunião seguinte quando, então sim, poderia ser efetuado um corte de 0,25% como o mercado quer para ontem.

Espere um pouco mais para ver como ficarão receitas e despesas - não é um mal conselho e não atrapalha em nada o projeto original de so Lula e Henrique Meirelles sabem qual é.

De modo que ficamos assim: já admito que podem, sim, fazer o corte de 0,25 pontos percentuais tão logo tenham certeza de que a receita não será detonada pelos parlamentares que ameaçam não prorrogar a contribuição por mais três anos.

Ou aprovar a prorrogação somente se isto estiver vinculado a uma redução gradual da alíquota, deixando a contribuição permanente mas com algo simbólico apenas, que sirva para o objetivo original: rastrear operações bancárias que tentam ludibriar o imposto de renda e acobertar atividades ilegais.

E você, acha que o BC vai: a) não mexer na taxa de juros hoje; b) reduzir hoje a taxa em 0,25 pp; ou c) reduzir a taxa em 0,5 pontos; d) nada disso.

PS - Ah, o mais importante que ouvi do professor Mantega no Congresso foi a vinculação entre necessidade de se reduzirem os juros básicos da economia para os níveis que estimulem investimentos produtivos, de um lado, e de outro a obtenção do almejado “investment grade” por parte do governo Lula para atrair boa parte dos globaldolares que andam medrosos no ciberespaço do planeta financeirizado. “Grau de investimento’: é isso que quer dizer, e para se estar na faixa do grau de estabilidade e bons fundamentos econômicos o país precisa ter taxas de juros civilizadas. O problema é fazer isso sem perder o controle novamente sobre os preços internos e o balanço de pagamentos no final da crise fiscal.

 

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Friday, August 31, 2007

Ajuda ao setor imobiliario e fala do Fed acalmam mercado e bolsas sobem

Bolsas abrem comotimismo no Brasil, seguindo Estados Unidos, onde se espera para daqui a pouco a fala do presidente do  Federal Reserve sobre a política monetária a ser seguida para enfrentar a crise do crédito imobiliário.

O presidente George Bush deve anunciar também medidas de apoio ao setor imobiliário como um todo.

Isto mostra que as autoridades econômicas americanas já sabem que a crise é apenas do sistema financeiro baseado no setor imobiliário da economia doméstica.

O resto da economia dos Estados Unidos está indo bem.

Como dissemos desde o inicio, ainda entendemos que o Fed não vai fazer cortes na taxa báscia de juros - pelo menos antes de 18.

E também na reunião do dia, vai depende do que acontecer nestes primeiros quinze dias do mês, começando segunda-feira.

Mas apostamos que o Fed vai sinalizar mantendo os juros onde estão (5,25%) ou promovendo uma queda única de 0,25%.

Contra isto existe uma coisa que autoridade monetária leva em conta: a pressão do mercado para forçar o governo americano a derrubar juros pode funcionar ao contrario e o Fed segurar, não fazer nada dia 18 e divultar uma ata didática algum tempo depois, de modo a avaliar o impacto sobre o setor real da economia americana e mundial.

Enquanto isso está havendo um saudável ajuste global, a começar pela percepção de que agora existe internet, blog, mercado financeiro global garantido pelos satélites americanos, europeus e asiáticos.

Só os dissidentes árabes não dispõem de satélites próprios, mem de mercados globalizados - por isso, estão fadados a perder o curso da história, que caminha para a frente.

Adiante é o capitalismo global, ainda que agora ligeiramente menos financeirizado porque teria aprendido com a crise financeira atual, que pode virar crise de liquidez - e aí sim, contamir o setor real da economia.

Mas antes disso lembre-se que além das maiores forças armadas do globo, o impérdio dispõe também do controle total sobre os sitemas financeiros mundiais, sem uma única exceção.

E Bush não é Lula, naturalmente.

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Thursday, August 30, 2007

Escândalo do mensalão não afeta economia brasileira, segundo influente diário financeiro Les Echos

BBC

Brasil

O escândalo político do mensalão não prejudicará o desempenho econômico do Brasil, afirma nesta quinta-feira uma reportagem do diário financeiro francês Les Echos. O correspondente do jornal em São Paulo noticia e avalia a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de tornar réus os 40 acusados pelo Ministério Público, entre eles ex-assessores de peso no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

É o que o jornal define como ‘o grande processo de corrupção’, de acordo com o site da BBC Brasil. 

“Paradoxalmente, o chefe do Estado, que desde o início do escândalo ganhou um segundo mandato presidencial e consolidou a economia, quase não foi enfraquecido por esta avalanche de acusações”, observa o Les Echos.

Segundo a reportagem, com sua popularidade em alta, Lula estaria “de mãos livres” para escolher o próprio sucessor – ainda que o nome venha de fora das fileiras do Partido dos Trabalhadores (PT). “A autoridade moral (de Lula) sobre PT, que abre o seu terceiro congresso amanhã, só cresce”, diz o jornal.

“Apesar da gravidade dos fatos, este grande escândalo de corrupção também não comprometeu a política econômica do governo”, que pode assim encarar as turbulências nos mercados financeiros internacionais “com certa serenidade”.

Vários jornais brasileiros dão hoje uma resenha da repercussão internacional da decisão da Suprema Corte brasileira de processar os 40 denunciados pelo crime do mensalão.

Pelo menos agora chama mensalão de mensalão e vem que é crime, o Supremo aceitou a denuncia do Ministério Público por isso - antes parte da midia e os partidos envolvidos diziam no plenario que não houve nada desse negócio de mensalão, tudo invenão da mídia…

-Tudo invenção da imprensa, cara!

-E agora, José: Cadê seu Blog?

-E agora, Maria, cadê o Blog da Maria?

Se o até João já tem seu seu Blogão, por que você um dia não vai um Blogo para Chamar de Seu…

E o verbo blogar, eim?

Em off: editor Gustavo da VAR contou sob certa pressão que…

… pssssttttt…

Bom, deixa pra lá, o cara continua paranóico que nem cabra frouxo saindo mijando das páginas do Pasquim no auge da DitaCuja.

Contou que o verbo “blogar” já está edição do dicionário mais importante da língua portuguesa… (ele se recusa a dar nomes aos bois do Renan, às vacas que produzem metano e precisam de saquino no rabo etc).

Buenos Dias Que Acá Me Voy!

Posted by Joao Arnolfo at 13:07:16 | Permalink | Comments (1) »

Monday, August 27, 2007

BC americano injeta mais dólares para acalmar mercado com medo de quebradeira nos Estados Unidos

A semana começou nos Estados Unidos com o Federal Reserve injetando novamente dólares no sistema financeiro, para acalmar as bolsas de valores. 

Em Brasília o presidente Lula convocou para quinta-feira (30) primeira reunião ministerial para analisar a crise financeira mundial e os impactos sobre crescimento, inflação, juros e câmbio na economia brasileira.

Vão falar o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles 

Os mercados abriram com otimismo na Ásia, com ênfase nas ações de empresas exportadoras.

Na Europa, Frankfutr e PAris operam com leve queda - em Londres há um feriado de verão.

São Paulo está em baixa pequena - além de seguir as bolsas americanas, nervosas nesta segunda-feira, há muita expectiava em Brasília sobre o julgamento do século que ocorre neste momento no Supremo Tribunal Federal (STF), em torno do nome do ex-ministro José Dirceu, do PT.

E também a crise de Renan Calheiros, presidente do Congresso.

Nos Estados Unidos está o olho do furacão.

O que deve acontecer reflete os investidores indo mais para segmentos onde têm controle sobre o curto prazo.

Mesmo porque a médio prazo ninguem sabe o que acontecerá no planeta com a crise ambiental e agora com esta crise mundial financeira.

Daqui a pouco tem mais.

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PS - Tranquilize-se por enquanto em fontes do mundo global superfinanceirizado, como www.bloomberg.com , matéria do jornalista de Economia João Oliveira serve de fundo.

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Saturday, August 25, 2007

Jobim e deputados conseguem que Denise Abreu saia da Anac

Famosa nos últimos dias por opor resistência a todos e tudo na autônoma Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Denise Abreu finalmente pediu demissão.

Diretora com mandato aprovado pelo Congresso, Denise irritou parlamentares nas CPIs do Apagão Aéreo na Câmara e no Senado, pela arrogância que não foi desfeita por pedidos formais de desculpa.

Nomeado pelo presidente Lula para resolver a crise aérea brasileira, o maior problema deste segundo mandato, o novo ministro da Defesa, Nelson Jobim, perdeu a paciência ontem com a Anac e pediu de público que a diretoria toda renunciasse para facilitar a solução dos problemas.

No Congresso, ela tentou ao longo da semana enrolar senadores e deputados com a estória de um documento que foi parar na internet (sobre normas para não serem permitidas aterrisagens em Congonhas de Air Buses com reverso travado sob chuvas).

Nem o digitalizado e experiente deputado verde Fernando Gabeira (PV-RJ) conseguiu que Denise entregasse o jogo na CPI do Apagão Aéreo, pois ela dizia que o documento não era oficial, não sabia porque foi para a rede de computadores e, finalmente, de que não valeria de qualquer forma para aviões do tipo que explodiu em Congonhas (foto).

Para os deputados, Denise e a Anac devem ser co-indiciadas pelo acidente com 199 mortos com o Air Bus da TAM no aeroporto de Congonhas - pelo menos.

A ex-diretora é acusada também de ter feito gestões para beneficiar amigos empresários com a transferÊncia da área de cargas da capital paulista para aeroportos no interior do estado.

(detalhes nas agencias)

Posted by Joao Arnolfo at 01:58:28 | Permalink | No Comments »

Wednesday, August 15, 2007

Dólar passa novamente a barreira dos dois reais, bolsas caem em todo o mundo - mas Lula acha que estamos bem

A crise financeira internacional pegou forte hoje no mundo todo, com baixas nas bolsas do mundo todo, seguindo as noticias de problemas com o mercado imobiliario americano.

O Ferderal Reserve, o banco central americano, injetou mais US$ 7 milhões no mercado para socorrer o sistema financeiro afetado pela queda na compra de casas e maior inadimplência entre os consumidores. 

No Brasil a bolsa caiu quase 4%, todo mundo vendendo ações com medo do que vem por aí - e comprando posições em dólar, embora o centro do problema esteja nos Estados Unidos desta vez.

Como este economista havia previsto semana passada, no Brasil o dólar voltou a ultrapassar a barreira psicológica de 2 reais.

No início da crise estava em 1,8 por dólar, foi a 1,9 e hoje chegou a 2,03. Em maio do ano passado estava em 2,04. Quanto mais tempo este dolar ficar elevado, vai haver reflexo na inflação.

É possível que a economia brasileira admita o dólar até 2,30 no final do ano, sem maiores problemas (até com vantagens para o balanço de pagamentos, que agora precisa ficar gordo com reservas superiores aos atuais US$ 158 bilhões).

Acima disso haverá pressão inflacionária e o governo terá que pisar no freio do crédito e da moeda, bem como cortar gastos, fazer mais ajuste fiscal que ficou faltando na época de Pedro Malan.

O presidente Lula diz o que aconteceu nesta quarta-feira no Brasil foi só reflexo do tumulto internacional do mercado financeiro, sem impactos maiores sobre a economia brasileira, que agora tem a vantagem comparativa do biodiesel.

No congresso a crise já é percebida como a maior do capitalismo internetizado. O ex-ministro Antonio Palocci, deputado pelo PT de São Paulo, acha que a crise mundial tende a se agravar, com quebradeiras de instituições nos Estados Unidos, mas “não afetará muito o Brasil”.

Ele concorda que podemos i ter que interromper a tendência de queda dos juros básicos.

Assim como o atual ministro da Fazenda, Guido Mantega, Palocci, o PT e Lula acreditam que os fundamentos da economia brasileira estão tão bons que a crise financeira mundial não vai atrapalhar muito os planos de crescimento e sucessão política com o ministro Nelson Jobim, da Justiça, do PMDB gaúcho.

A tendência declinante dos juros será vista na proxima reunião do Copom, informou uma fonte do Banco Central.

O Planejamento já pisou no freio dos gastos.

-Vamos ver como fica para ver o que fazer com propostas fora de hora, como aumentar despesas com incorporação de 200 mil funcionários sem concurso no “trem da alegria” do Legislativo - disse um economista do governo.

Este ano está garantido, segundo o Ministério da Fazenda, o crescimento récorde dos ultimos tempos - algo entre 4 e 4,5%, mesmo porque ainda estamos em agosto e o Brasil vem atraindo mais investimentos diretos.

É bom mesmo que estes investimentos venham, pois os capitais de risco já estão fugindo das bolsas brasileiras e de outros emergentes.

Para piorar, voltou a subir hoje o risco Brasil, embora ainda abaixo de 200 pontos.

Alcançar o “investment grade” agora ficou mais distante - é preciso mostrar firmeza na crise, arrumar as instituições políticas em frangalhos e transmitir segurança aos investidores externos.

Afinal, trata-se da primeira crise mundial do capitalismo globalizado - e financeirizado em excesso.

Posted by Joao Arnolfo at 21:49:03 | Permalink | No Comments »