Tuesday, September 18, 2007

Fed corta meio ponto: Querid@ Alistair anuncia socorro a Rocha do Norte, que estava caindo sob ataque dos bárbaros

18/09/2007 por João Arnolfo

O Federal Reserve baixou os juros básicos em 0,5 ponto percentual, derrubando as expecativas de um corte moderado de 0,25 pp e sinalizando - como no Compom brasileiro - que pode agora dar um tranco na próxima reunião e parar de mexer nos juros.

Ou até aumentá-los nos meses seguintes, caso  os mercados globais se reaqueçam mui rapidamente.

É o fine tunning do imperio mostrando como se faz política monetária numa boa, nem tanto deixando de ouvir o mercado, nem atendendo operadores amig@s da onça.

Cortou muito, para dar um impacto positivo sobre as expectativas. Se estivesse lá você faria o quê?

Sugeri estes dias ao companheiro Antonio Palocci aqui no plenário não baixar mais os juros, na reuniãoda semana passada do Copom, só pra contrariar os operadores.

Uma mania que peguei com ex-Berkeley Pedro Malan, ye know.

Ao cortar logo o que faria em duas doses, o Fed  mostrou que a crise financeira mundial é maior do que nós, pobres economistas e jornalistas de economia, imaginávamos.

Ao cortar, caiu para 4,75% ao ano - duca, né?

Tudo evitar The Big One.

E no parágrafo três da biblia, digo, do paper do Fed, se lê que há risco, possibilidade de recessão mesmo.

Para evitar a recessão que vem por aí, no rastro da quebra de instituições que compraram titulos pobres do mercado imobiliario ammericano - como o Northern Rock (Rocha Nortista) socorrrido hoje (18) pelo Banco da Inglaterra, com nova injeção de dinheiro.

O ministro das Finanças do Reino Unido, sir Alistair Crowley (ou seria Alistair Darlling?)

Não, isso não pode:

 Querid@ Alistair anunciou socorro à Rocha do Norte, que estava caindo sob ataque dos bárbaros.

Digo, dos especuladores do mercado financeiro global.

São os bárbaros, sir! Eles estão chegando!

O dólar vai a mais de dois reais! É o caos?

Ainda não… pode vir a cavalaria do 7* Regimento, wow…

É a crise final?

No, sir.

PS - Quem foi Alistair Crowley mesmo?

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Você também está dependendo do corte de 0,25% na taxa de juros do Federal Reserve?

O mundo inteiro, pela primeira vez, está de joelhos na frente das telas de tv esperando daqui alguns minutos não mais a fumacinha branca do Vaticano com o “habemus papa”, mas sim..

…o corte de 0,25 pontos percentuais na taxa báscia de juro nos Estados Unidos.

Coleguinhas estão eletrizantes aqui no Fed: não seria melhor não se dobrar às pressões especulativas do mercado?

É o capitalismo, brother.

Posted by Joao Arnolfo at 19:30:19 | Permalink | No Comments »

Tuesday, September 11, 2007

Bolsa abre em alta em Wall Street à espera de confirmação do Fed de redução do juro básico em 0,25% dia 18

O mercado americano abriu em alta na espera da fala do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, às 11 horas, em Berlin.

Querem indicios do que vai decidir o comitê de política monetária deles sobre os juros básicos, na próxima terça-feira: vai reduzir em 0,25%  para evitar mais recessão ano que vem nos Estados Unidos por causa da expctativa do consumidor que está em queda e principalmente por causa do estouro da bolsa financeira imobiliaria.

Ontem à noite um dos diretores do Fed, Frederic S. Mishkin, disse algumas palavras sobre a volatilidade do mercado e a ameaça de desaceleração do crescimento do PIB da maior economia americana. Ele disse que a crise no mercado financeiro imobiliario americano pode reduzir o crescimento.

Óbvio, mas vindo do Fed neste momento é importante indicador do que vão fazer semana que vem com os juros básicos.

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Friday, August 31, 2007

Ajuda ao setor imobiliario e fala do Fed acalmam mercado e bolsas sobem

Bolsas abrem comotimismo no Brasil, seguindo Estados Unidos, onde se espera para daqui a pouco a fala do presidente do  Federal Reserve sobre a política monetária a ser seguida para enfrentar a crise do crédito imobiliário.

O presidente George Bush deve anunciar também medidas de apoio ao setor imobiliário como um todo.

Isto mostra que as autoridades econômicas americanas já sabem que a crise é apenas do sistema financeiro baseado no setor imobiliário da economia doméstica.

O resto da economia dos Estados Unidos está indo bem.

Como dissemos desde o inicio, ainda entendemos que o Fed não vai fazer cortes na taxa báscia de juros - pelo menos antes de 18.

E também na reunião do dia, vai depende do que acontecer nestes primeiros quinze dias do mês, começando segunda-feira.

Mas apostamos que o Fed vai sinalizar mantendo os juros onde estão (5,25%) ou promovendo uma queda única de 0,25%.

Contra isto existe uma coisa que autoridade monetária leva em conta: a pressão do mercado para forçar o governo americano a derrubar juros pode funcionar ao contrario e o Fed segurar, não fazer nada dia 18 e divultar uma ata didática algum tempo depois, de modo a avaliar o impacto sobre o setor real da economia americana e mundial.

Enquanto isso está havendo um saudável ajuste global, a começar pela percepção de que agora existe internet, blog, mercado financeiro global garantido pelos satélites americanos, europeus e asiáticos.

Só os dissidentes árabes não dispõem de satélites próprios, mem de mercados globalizados - por isso, estão fadados a perder o curso da história, que caminha para a frente.

Adiante é o capitalismo global, ainda que agora ligeiramente menos financeirizado porque teria aprendido com a crise financeira atual, que pode virar crise de liquidez - e aí sim, contamir o setor real da economia.

Mas antes disso lembre-se que além das maiores forças armadas do globo, o impérdio dispõe também do controle total sobre os sitemas financeiros mundiais, sem uma única exceção.

E Bush não é Lula, naturalmente.

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Thursday, August 30, 2007

Ministro da Fazenda acena com fim do déficit público nominal em dois anos

Ao saber que o Federal Reserve tinha injetado mais alguns milhões de dólares esta manhã para evitar insolvência de institituiçõs financeiras foi suficiente para derrubar as bolsas americanas.

Na queda, Dow Jones puxou a bolsa de São Paulo, que passou de positiva a negativa e voltou ao azul, com pequeno crescimento.

Toda esta agitação do mercado de papéis reflete o que está em jogo: algo estimado em US$ 900 bilhões em titulos podres do sistema hipotecário americano, os subprimes que estavam pagando mais.

Todo mundo nervoso, muita reclação da ata do BC americano divulgada hoje - sem indicação de que vá baixar os juros dia 18 próximo.

Em dois anos seria possivel zerar o déficit nominal do setor público brasileiro, segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega. O país está vivendo um novo desenvolvimento, em sua opinião.

 

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Monday, August 27, 2007

BC americano injeta mais dólares para acalmar mercado com medo de quebradeira nos Estados Unidos

A semana começou nos Estados Unidos com o Federal Reserve injetando novamente dólares no sistema financeiro, para acalmar as bolsas de valores. 

Em Brasília o presidente Lula convocou para quinta-feira (30) primeira reunião ministerial para analisar a crise financeira mundial e os impactos sobre crescimento, inflação, juros e câmbio na economia brasileira.

Vão falar o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles 

Os mercados abriram com otimismo na Ásia, com ênfase nas ações de empresas exportadoras.

Na Europa, Frankfutr e PAris operam com leve queda - em Londres há um feriado de verão.

São Paulo está em baixa pequena - além de seguir as bolsas americanas, nervosas nesta segunda-feira, há muita expectiava em Brasília sobre o julgamento do século que ocorre neste momento no Supremo Tribunal Federal (STF), em torno do nome do ex-ministro José Dirceu, do PT.

E também a crise de Renan Calheiros, presidente do Congresso.

Nos Estados Unidos está o olho do furacão.

O que deve acontecer reflete os investidores indo mais para segmentos onde têm controle sobre o curto prazo.

Mesmo porque a médio prazo ninguem sabe o que acontecerá no planeta com a crise ambiental e agora com esta crise mundial financeira.

Daqui a pouco tem mais.

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PS - Tranquilize-se por enquanto em fontes do mundo global superfinanceirizado, como www.bloomberg.com , matéria do jornalista de Economia João Oliveira serve de fundo.

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Wednesday, August 22, 2007

FMI perde emprego para Fed e bancos centrais que acalmam mercados diante da crise financeira mundial

“O FMI está desempregado”, disse hoje Natan Blanche, economista diretor da Tendências Consultoria, de São Paulo, mostrando que o papel de estabilizador da crise mundial de crédito passou a ser exercido pelo Fed e bancos centrais de outros países.
Amanhã o Banco de Tokyo deve decidir se aumenta ou não as taxas de juros domésticas, o que aliou-se à declaraçou do Fed -de que seria feito tudo que seja necessário para acabar com a crise - para resultar na recuperação das bolsas asiáticas.
Na Europa, onde estão boa parte dos investidores em titulos ruins do mercado de financiamento de imóveis nos EUA, as bolsas também reagiram bem, seguindo as tendências de Nova Yor.
Em São Paulo também segue-se a tendência de Nova  York, embora no caso brasileiro - onde não há instituições carregadas naqueles titulos “sub-prime”, ou abaixo dos primeiros, do mercado americano que está no olho da crise.
Blanche não acredita que o Fed venha a baixar os juros americanos para atender a pressão dos mercados e assim esvaziar a crise neste momento Nos meses seguintes haverá muita dor de acomodação de ativos, que terão que ser transformados em perdas para os investidores e as intituições que entraram na “exuberância do mercado imobiliário”.

Até agora o Fed e seus similares estão conseguindo fazer o pale central de estabilizador, tradicionalmente reservado ao Fundo Moinetário Internacional (FMI).

O problema é que agora é uma crise financeira, com impactos sobre o lado real da economia que ninguém ainda conseguiu medir.

Resta saber como serão acomodados os tais ativos lastreados em titulos podres dos americanos e qual o novo patamar de câmbio e a nova expectativa de crescimento das ecomias.

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Saturday, August 18, 2007

Brasil msotra reservas récordes de US$ 160 bilhões para enfrentar crise financeira internacional

A resposta do governo Lula aos especuladores que aproveitam para ganhar dinheiro com a crise internacional de crédito foi rápida: o Banco Central informou hoje (17) que as reservas brasileiras atingiram US$ 160 bilhões - o nível mais alto da história, mostrando que o país estaria preparado para a eventualidade de agravamento da crise financeira mundial.

Quando começou a crise externa devido à quebra do mercado de crédito imobiliário nos Estados Unidos, semana passada, as reservas brasileiras já estavam em pouco mais de US$ 158 bilhões - “quase US$ 100 bilhões de colchão de garantia”, disse um economista do Ministério da Fazenda.

Em Nova York o dia começou com uma surpresa, mostrando aos especuladores que o Federal Reserve (Banco Central americano) está disposto a agir para acalmar as bolsas: foram reduzidas em meio ponto percentual as taxas do redesconto, cobradas dos bancos comerciais para obter crédito do Fed no fechamento de posições  temporárias de iliquidez. As taxas cairam de 6,25% para 5,5%

“Vamos usar quantas vezes for preciso”, avisou o Fed. No Brasil já se usou muito isso, mas lá era algo quase esquecido, há 14 meses não se mexia na taxa de redesconto.

Agora o mercado espera que caiam também as taxas de juros básicos, similar à nossa taxa dos títulos públicos (selic) fixada regularmente nas reuniões do comitê de politica monetária do Banco Central (Copom).

A reunião do Fed para ver isso está marcada para dia 18, mas nada impede uma antecipação, se for preciso.

Tudo depende do tamanho do apetite do mercado.

O dólar no Brasil estabilizou-se no nível de R$ 2,025 e pode voltar ao nível de R$ 1,9 ou até de R$ 1,8 como esperavam os bancos para o final deste ano. Tudo depende da queda de braço nos próximos dias, semanas, meses. 

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que as variações no câmbio não afetam o crescimento da economia brasileira nem provocam pressão inflacionária.

Economistas conservadores como Affonso Celso Pastore, ex-presidente do BC, prevêm um crescimento do PIB este ano pouco acima de 5%.

Ele não disse, mas certamente o pacote para blindar a economia, contra a crise internacional de crédito, passa pelo fortalecimento do balanço de pagamentos, com o acúmulo de mais reservas e dólar mais alto para estimular exportações e conter importações.

Assim como inclui maior preocupação com as contas nacionais do que os economistas do PT costumam ter - será preciso manter o superávit primário elevado e dar uma freada na tendência de queda na taxa básica de juros.

O Copom deve pelo menos deixar como está, interrompendo a sequência de quedas nas taxas, dependendo de como se comportam os mercados na próxima semana.

Se continuar a volatilidade que se viu ontem e hoje,  certamente o BC aumentará em pelo menos 0,25 pontos a taxa básica de juros, que regula as transações entre os bancos e se reflete sobre a oferta de crédito e os juros na ponta final do consumidor. 

Este tranco, segundo economistas do Ipea, é para avisar que há bala na agulha suficiente para desestimular os que especulam contra os fundamentos do capitalismo global. 

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