Thursday, December 6, 2007

Bush anuncia plano para ajudar mutuário inadimplente, Banco da Inglaterra corta juros para evitar mais bancos falindo

O presidente George Wallace Bush está anunciando um plano de emergencia para socorrer a economia americana em crise desde que 120 mil americanos começaram a não pagar suas hipotecas imobiliarias.

O plano de Bush perdoa os juros dos proximos cinco anos para aqueles mutuarios que quiserem quitar suas dividas e ficar em dia agora, de modo a reestabilizar o sistema de financiamento de imoveis nos EUA.
O plano não cuida dos mais pobres, que ja perderam ou estão perdendo suas casas por falta de renda.
Como economista, lemos o plano de Bush de duas formas:primeiro, ele está dando um recado aos mutuarios de que os juros vão ter que subir para segurar pressão inflacionária vinda dos alimentos, decorrente da destinação de milho para produção de etanol.

Ou seja, quitem agoa suas dividas, ajudem os bancos a não depender tanto do refinanciamento diario dos Feds regionais, e assim vamos lidar com o resto dos inadimpletes!

A segunda leitura é que as coisas estão apertando na economia americana, daqui a pouco o Wall Street Journal vai ter que contratar minhas amigas do Valor Econômico para editarem o caderno de economia domestica nos Estados Unidos, pois está ficando parecido com paises que precisam de ajustes estruturais.

De maneira coordenada, hoje pela manhã a novidade no Velho Mundo foi o corte na taxa de juros do Banco da Inglaterra, para 5,5% ao ano, que não afeta muito a Comunidade Europeia, regulada pelo Banco Central europeu.

Mesmo assim, mostra o governo inglês atento para problemas decorrentes da crise das hipotecas imobiliarias americanas, pois um dos bancos mais afetados está em seu território, é o Northern Rock, que vem se segurando com ajuda de dinheiro do Banco da Inglaterra.

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Saturday, August 18, 2007

Sarney Filho recebe o prêmio de Meio Ambiente da Ordem dos Economistas do Brasil

Considerado o melhor ministro do Meio Ambiente que as ongs ja tiveram no governo, o deputado verde Sarney Filho (PV-MA) recebe nesta segunda-feira (20), em São
Paulo, o Prêmio da Ordem dos Economistas do Brasil, na categoria Meio
Ambiente.

Conferido “em função das lições que ministra quanto ao respeito profissional
e contribuição para o desenvolvimento econômico e social do Brasil”. o premio criado em 1960 “representa um incentivo a mais na luta em prol do desenvolvimento
sustentável, tão decantado na oratória e ainda tão pouco alcançado na
prática”.

“Apesar dos percalços pelos quais nosso Parlamento tem passado nos últimos
anos, tenho procurado servir ao povo brasileiro em diversas frentes e a
principal dela, a causa ambiental, levou-me a assumir a direção do Partido
Verde e da Frente Parlamentar Ambientalista, que conta hoje com mais de 300
deputados e senadores”, disse Zequinha Sarney.

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Veja só quem mais recebe este importante prêmio:

Economista do Ano,Celso Luiz Martone; Economista Homenageado, João Paulo Reis Veloso;
Economista do Setor Público, Fabio Giambiagi; Economista do Trabalho, José
Pastore; Meio Ambiente, José Sarney Filho e Fábio José Feldmann; Projetos
Sociais, José Police Neto e Raymundo Magliano Filho; Menção Especial, Ellen
Gracie Nortflett, Fernando Haddad, Ildefonso Bezerra Falção Junior, José
Serra, Roberto Smith, Yeda Rorato Crusius; Agricultura, Silvio Crestana;
Comércio, Guilherme Afif Domingos; Cooperação Internacional, Alain Alcouffe;
Gestão Empresarial, Henrique Constantino; Empresário, Antonio Ermirio de
Moraes; Economista Chefe; Altamir Lopes; Economista do Setor de Ensino e
Pesquisa; Wilson Suzigan; Jornalista Econômico, Miriam Leitão.

Ao divulgar a relação dos premiados, a OEB, que completa este ano 72 anos,
ressalta que o prêmio é destinado a pessoas que “pela sua atuação constante,
dedicam-se a fortalecer a atividade econômica do país. “São pessoas de
espírito incansável, fé inabalável e com capacidade de trabalho,
qualificadas a mudar a visão de futuro orientada pela modernidade e
simplicidade, e que no cotidiano superam, humildemente, os preconceituosos e
buscam no sucesso pessoal um rastro de responsabilidade social”.

A solenidade será realizada às 19h30, no
Buffet Rosa Rosarum,
Rua Francisco Leitão, 416
Bairro de Pinheiros, SP.

Fonte: Assessoria de imprensa do deputado Sarney Filho 61- 32155202
www.dep.sarneyfilho@camara.gov.br

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Brasil msotra reservas récordes de US$ 160 bilhões para enfrentar crise financeira internacional

A resposta do governo Lula aos especuladores que aproveitam para ganhar dinheiro com a crise internacional de crédito foi rápida: o Banco Central informou hoje (17) que as reservas brasileiras atingiram US$ 160 bilhões - o nível mais alto da história, mostrando que o país estaria preparado para a eventualidade de agravamento da crise financeira mundial.

Quando começou a crise externa devido à quebra do mercado de crédito imobiliário nos Estados Unidos, semana passada, as reservas brasileiras já estavam em pouco mais de US$ 158 bilhões - “quase US$ 100 bilhões de colchão de garantia”, disse um economista do Ministério da Fazenda.

Em Nova York o dia começou com uma surpresa, mostrando aos especuladores que o Federal Reserve (Banco Central americano) está disposto a agir para acalmar as bolsas: foram reduzidas em meio ponto percentual as taxas do redesconto, cobradas dos bancos comerciais para obter crédito do Fed no fechamento de posições  temporárias de iliquidez. As taxas cairam de 6,25% para 5,5%

“Vamos usar quantas vezes for preciso”, avisou o Fed. No Brasil já se usou muito isso, mas lá era algo quase esquecido, há 14 meses não se mexia na taxa de redesconto.

Agora o mercado espera que caiam também as taxas de juros básicos, similar à nossa taxa dos títulos públicos (selic) fixada regularmente nas reuniões do comitê de politica monetária do Banco Central (Copom).

A reunião do Fed para ver isso está marcada para dia 18, mas nada impede uma antecipação, se for preciso.

Tudo depende do tamanho do apetite do mercado.

O dólar no Brasil estabilizou-se no nível de R$ 2,025 e pode voltar ao nível de R$ 1,9 ou até de R$ 1,8 como esperavam os bancos para o final deste ano. Tudo depende da queda de braço nos próximos dias, semanas, meses. 

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que as variações no câmbio não afetam o crescimento da economia brasileira nem provocam pressão inflacionária.

Economistas conservadores como Affonso Celso Pastore, ex-presidente do BC, prevêm um crescimento do PIB este ano pouco acima de 5%.

Ele não disse, mas certamente o pacote para blindar a economia, contra a crise internacional de crédito, passa pelo fortalecimento do balanço de pagamentos, com o acúmulo de mais reservas e dólar mais alto para estimular exportações e conter importações.

Assim como inclui maior preocupação com as contas nacionais do que os economistas do PT costumam ter - será preciso manter o superávit primário elevado e dar uma freada na tendência de queda na taxa básica de juros.

O Copom deve pelo menos deixar como está, interrompendo a sequência de quedas nas taxas, dependendo de como se comportam os mercados na próxima semana.

Se continuar a volatilidade que se viu ontem e hoje,  certamente o BC aumentará em pelo menos 0,25 pontos a taxa básica de juros, que regula as transações entre os bancos e se reflete sobre a oferta de crédito e os juros na ponta final do consumidor. 

Este tranco, segundo economistas do Ipea, é para avisar que há bala na agulha suficiente para desestimular os que especulam contra os fundamentos do capitalismo global. 

Posted by Joao Arnolfo in 04:09:39 | Permalink | Comments (1) »

Monday, July 30, 2007

Bergman deixa Ovo da Serpente, Morangos Silvestres e dezenas de obras-primas do cinema

Nas escolas de Economia, um dos filmes que logo no primeiro semestre os alunos vêem  é O Ovo da Serpente, de Ingmar Bergman.

Mostra como a base econômica tem a ver com as pessoas e suas vidas, seus sentimentos, pensamentos, atos.

Morreu neste domingo aos 89 anos o sueco que mais teve influência recente sobre a cabeça da geração hoje no poder no Brasil, interpretando a realidade socio-econômica…

…como na obra-prima de lição de macroeconomia que é o ovo  como o estilo de vida na época da hiperinflação da República de  Weimar,  anunciando a chegada em breve do nazismo… a serpente. 

Tanto quanto nas obras que trazem à tona o inconsciente, este mundo primevo na base do cérebro dos primatas de ordem superior no planeta terra (vide Morangos Silvestres).

Diria que são os ultimos estertores da arte humanista, antes da grande crise ambiental.

Um tapa virtual a Bergman, ao som de Grateful Dead (clique e minimize em seguida) para dar o molho adequado àqueles filmes mais chatos que davam sono na juventude inquieta de 1968…

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Tuesday, July 24, 2007

ECONOMIA BRASILEIRA PODE CRESCER 5% ESTE ANO, 6% EM 2008 E 7% EM 2010

Independente do que acham analistas de plantão, colegas economistas e jornalistas de economia, à primeira vista nos parece que há condições objetivas internas e externas para ocorrer uma sequência de taxas anuais de crescimento do PIB brasileiro ascendentes.

Algo, digamos, começando por exemplo com uns 5% este ano, cerca de 6% em 2008, talvez 6,5% em 2009 e estabilizando em novo patamar mais elevado na casa de 7% em 2010.

Ana de eleição presidencial…

Bom, deixemos de lado estes assuntos chatos de economia.

Sempre é emocionante, desde que foi inventado, um blog novo entrar no ar - e só entra, você blogueir@ sabe como: quando se faz uma primeira postagem, como a que se segue.

O objetivo estratégico deste site  nós sabemos - mas os passos para chegar até lá serão descobertos junto com você, usuári@ no dia-a-dia de dados, indicadores e análises econômicas.

Portanto, vá lá o resumo não autorizado das noticias econômicas deste 24 de julho de 2007, feita pelos colegas jornalistas Renato Riella e Roberto Sávio:

 DINHEIRO SOBRANDO

Ficou confirmado que a arrecadação federal terá cerca de R$ 8,7 bilhões a mais do que o previsto este ano.

Diante disso, o governo anunciou a liberação de R$ 6,8 bilhões do Orçamento, que antes havia sido contingenciado em R$ 16,4 bilhões.

Até maio, o Brasil já havia cumprido 73% da sua meta de superávit primário, o que dá folga para algum tipo de investimento. A meta total era de R$ 53 bilhões. 

Mas vai ser uma guerra para definir os setores que receberão mais dinheiro, sem contar a pressão dos parlamentares para viabilizar suas emendas.

De qualquer maneira, é uma disputa gostosa, de barriga cheia. (?)

A maior parte dos R$ 6,8 bilhões irá para o Ministério dos Transportes (R$ 2,1 bilhões), provavelmente porque o governo percebe que, com a crise aérea, este setor terá maior demanda.

R$ 1,6 bilhão para Ministério das Cidades e R$ 824 milhões para Saúde. 
 
 

PIB EM ALTA

Novos cálculos do Ministério do Planejamento já prevêem um crescimento do PIB brasileiro este ano na faixa dos 4,7%.

Em meio a tanto noticiário negativo, esta notícia não teve destaque, mas é muito boa, superando a previsão anterior, de 4,5%. 

O relatório Focus do Banco Central também cresceu a sua previsão para o PIB, passando de 4,39% para 4,5%.

O comércio, a indústria e as vendas estão melhores, levando a esse otimismo. 

Se não fossem os escândalos e a incompetência administrativa do governo na administração do caos aéreo, o Brasil estaria vivendo momento de euforia, inclusive porque, usando o refrão em desuso do presidente Lula, nunca se viu um desempenho brasileiro tão bom no Pan como o atual.

Mas infelizmente o sangue de 200 inocentes não se permite que se comemore nada neste momento. 
 

ZPEs COM VETOS

O presidente Lula sancionou a lei que cria as Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs), com 19 vetos.

Como há muitos interesses regionais envolvidos, esses vetos exigirão ampla negociação com setores do Senado e da Câmara Federal. 


INVESTIMENTOS ESTRANGEIROS

O montante de R$ 10,3 bilhões foi atingido em junho, no investimento direto de estrangeiros no Brasil.

Recursos direcionados à produção, neste momento, são dez vezes maiores do que os registrados no ano passado, o que é compreensível, quando o país mantém um risco-Brasil na faixa dos 160 pontos, com valorização permanente do real.  
 

LÁ VAI O DÓLAR

Permanece a pergunta: onde fica o piso do dólar?

Ontem, alcançou valor só visto em outubro de 2000, fechando a R$ 1,842. 
 

GAUTAMA SEM CONTRATOS

Controladoria-Geral da República fez o que se esperava: considerou a construtora Gautama inabilitada para participar de licitações públicas.

Resta saber se a Justiça não modifica essa decisão, o que seria trágico.” 


 

Posted by Joao Arnolfo in 21:39:07 | Permalink | No Comments »