Friday, August 31, 2007

Ajuda ao setor imobiliario e fala do Fed acalmam mercado e bolsas sobem

Bolsas abrem comotimismo no Brasil, seguindo Estados Unidos, onde se espera para daqui a pouco a fala do presidente do  Federal Reserve sobre a política monetária a ser seguida para enfrentar a crise do crédito imobiliário.

O presidente George Bush deve anunciar também medidas de apoio ao setor imobiliário como um todo.

Isto mostra que as autoridades econômicas americanas já sabem que a crise é apenas do sistema financeiro baseado no setor imobiliário da economia doméstica.

O resto da economia dos Estados Unidos está indo bem.

Como dissemos desde o inicio, ainda entendemos que o Fed não vai fazer cortes na taxa báscia de juros - pelo menos antes de 18.

E também na reunião do dia, vai depende do que acontecer nestes primeiros quinze dias do mês, começando segunda-feira.

Mas apostamos que o Fed vai sinalizar mantendo os juros onde estão (5,25%) ou promovendo uma queda única de 0,25%.

Contra isto existe uma coisa que autoridade monetária leva em conta: a pressão do mercado para forçar o governo americano a derrubar juros pode funcionar ao contrario e o Fed segurar, não fazer nada dia 18 e divultar uma ata didática algum tempo depois, de modo a avaliar o impacto sobre o setor real da economia americana e mundial.

Enquanto isso está havendo um saudável ajuste global, a começar pela percepção de que agora existe internet, blog, mercado financeiro global garantido pelos satélites americanos, europeus e asiáticos.

Só os dissidentes árabes não dispõem de satélites próprios, mem de mercados globalizados - por isso, estão fadados a perder o curso da história, que caminha para a frente.

Adiante é o capitalismo global, ainda que agora ligeiramente menos financeirizado porque teria aprendido com a crise financeira atual, que pode virar crise de liquidez - e aí sim, contamir o setor real da economia.

Mas antes disso lembre-se que além das maiores forças armadas do globo, o impérdio dispõe também do controle total sobre os sitemas financeiros mundiais, sem uma única exceção.

E Bush não é Lula, naturalmente.

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Monday, August 27, 2007

Banco Central diz que crise financeira externa ainda não teve maiores impactos sobre mercado de crédito no Brasil

O Banco Central informou há pouco que até agora não houve maiores impactos da crise financeira mundial sobre o sistma brasileiro de crédito, embora se saiba que quase todos os bancos de primeira linha estejam revendo suas tabelas em face das novas incertezas.

Altamir Lopes, diretor do BC, foi cauteloso - como todo economista-chefe neste momento diante da imprevisibilidade do qe ocorre nos Estados Unidos.

O volume de crédito como um todo subiu 21% em julho, puxado principalmente pela demanda por crédito de leasing de veículos e máqinas, indicando que o país estava se preparando para crescimento acima de 5% este ano e de 5,5% ano que vem.

Altamir Lopes disse que agora, em agosto, com a crise externa houve apenas uma pequena alta de 0,2% no custo de captação dos bancos.

-O que se compensa pela queda verificada na margem dos bancos (spread) na mesma faixa de 0,2% - disse Lopes, admitindo que a volatilidade do mercado de câmbio tornou-se uma incerteza para os operadores e a médio prazo para o setor real da economia.

Já existe interesse em fechar negócios a curto prazo, mas o hedge embora ainda seja instrumento ele fica caro e continuará restrito como ferramenta de enfrentar volatilidade.

Continua expectativa de dólar voltar a 2 este ano, de acordo com fontes do mercado ouvidas após a entrevista do diretor do BC.

-O Brasil está bem na balança comercial, conforme dados divulgados hoje com saldo comercial positivo de US$ 738 milhões na quarta semana de agosto.

Exportações brasileiras continuam concentradas, embora agora tenhamos ítens como os aviões da Embraer. As importações, sim, foram desconcentradas neste período de ajuste da economia brasileira do Plano Real (1994) até agora. 

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Friday, August 17, 2007

Corte na taxa de redesconto dos EUA alivia todo o mundo, inclusive o Brasil

O corte na taxa de redesconto bancário de 6,25% para 5,75% ao ano, efetuada nesta manhã de sexta-feira (17) pelo Federal Reserve (banco central americano), provocu efeitos imediatos de acalmar os mercados em todo o mundo e dar um alívio na crise financeira global.

O dia começou muito nervoso com queda geral nas bolsas da Ásia, mas a ação combinada entre as autoridades monetárias dos países ricos - agora via Fed - fez com que o pessimismo desse lugar à expectiva de mais liquidez e menos juros nos Estados Unidos.

Nos EUA a bolsa de NY foi lá em cima e depois fechou em alta de 1,3%, mostrando que a sinalização foi entendida - o próximo passo, em 18 de setembro, será o corte na taxa básica de juros.

A receita para a crise foi clássica: uso de instrumentos de política monetária para aumentar a liquidez no mercado doméstico e, como se trata da maior economia, internacional. Redesconto é como chamam a taxa de juros cobrada pelo Fed de bancos comerciais em emprestimos de um dia para outro para fechamento de caixa, como existe no Brasil.

Se abaixa o redesconto, os bancos têm mais liquidez, mais acesso a crédito, suportam crises localizadas etc. Trata-se de dinheiro público, mas no Brasil seria criticavel socorrer bancos como fez Pedro Malan ao criar nos anos 90 o Proer para recuperar bancos e fortalecer o sistema bancário nacional.

Após a ação de surpresa do Fed, a reação positiva foi imediata no Brasil, com as oscilações das bolsas de SP e Rio ficando menores até fechar com pequena alta, seguindo NY.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse em SP que o Brasil passará “quase incólume” pela crise financeira mundial, pois está com os fundamentos sólidos e os efeitos via taxa de câmbio parecem pequenos até agora.

A expectativa dos bancos continua sendo um dólar valendo R$ 1,8 no final do ano, como estava até semana passada. Com a crise decorrente da inadimplência dos compradores de casas hipotecadas nos EUA, o dólar - como previmos aqui - foi a 1,9 e ultrapassou ontem a barreira psicológica de R$ 2.

Hoje voltou ao “normal nervoso”, podendo ficar algum tempo no patamar entre R$ 1,90 e R$ 2,10 por dólar americano.

O ministro da Fazenda acha que o Brasil tem um sistema financeiro sólido, que não se meteu com papéis podres do mercado de crédito imobiliário americano - “nem precisavam, pois aqui têm mais segurança e rendimento muito maior” - e poderá sair ainda mais valorizado do lado de lá.

Mantega acha que o Brasil sai do lado de lá sofrendo pouco impacto (sobre o câmbio, as importações e os preços internos)  e “sem ter afetado o crescimento econômico”.

A previsão de economistas independentes como Affonso Celso Pastore (ex-presidente do Banco Central) é de um crescimento do PIB este ano um pouquinho acima de 5%.

Agora, resta saber como vão reagir os asiáticos na reabertura dos negócios na segunda-feira (equivalente a domingo a noite aqui).

Até lá, a única certeza é que a instabilidade vai durar ainda vários meses e ninguém sabe como terminará, pois não sabemos onde estáo os papéis podres do sistema de credito imobiliario dos EUA (e quem sabe de outros países).

Pelo menos temos a certeza de que as autoridades monetárias do capitalismo global estão atentas e preparadas.

 

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Thursday, August 16, 2007

Ministro da Fazenda diz estamos no olho do furacão mas a crise financeira mundial não afetou o Brasil

Queda geral nas bolsas da Ásia, depois da Europa e aqui das Américas, por causa da crise do mercado financeiro imobiliario dos Estados Unidos, que se alastrou pelo mundo todo.

Vamos ver o que ocorre nesta sexta-feira, mas a tendênca aqui no Brasil - se não houver muita notícia ruim la fora - é de estabilização novamente no patar do dólar valendo 2 reais por um certo tempo e depois, provavelmente, uma acomodação entre 2,1 e 2,2 nas próximas “turbulências”.

A bolsa de São Paulo chegou a cair mais de 3% mas recuou e fechou com queda de  2,58%, seguindo Nova York.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a turbulência do mercado é passageira, houve um efeito de manada e não afetou os fundamentos muito menos o lado real da economia.

“Estamos no olho do furacão, com exageros de retração dos mercados”, disse Mântega, no balanço do dia em época de crise que os ministros da Fazenda fazem para acalmar o mercado no dia seguinte.

Esta parece ser uma grande crise financeira que pode diminuir o crescimento da economia brasiliera e atrapalhar os projetos políticos de muita gente.

A Europa agora quer investigar as agências de risco, como a Moods, que ganhou U$ 3 bilhões no último exercicio, fazendo previsões erradas que resultaram na atual bolha estourada do mercado financeiro.

 

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Wednesday, August 15, 2007

Dólar passa novamente a barreira dos dois reais, bolsas caem em todo o mundo - mas Lula acha que estamos bem

A crise financeira internacional pegou forte hoje no mundo todo, com baixas nas bolsas do mundo todo, seguindo as noticias de problemas com o mercado imobiliario americano.

O Ferderal Reserve, o banco central americano, injetou mais US$ 7 milhões no mercado para socorrer o sistema financeiro afetado pela queda na compra de casas e maior inadimplência entre os consumidores. 

No Brasil a bolsa caiu quase 4%, todo mundo vendendo ações com medo do que vem por aí - e comprando posições em dólar, embora o centro do problema esteja nos Estados Unidos desta vez.

Como este economista havia previsto semana passada, no Brasil o dólar voltou a ultrapassar a barreira psicológica de 2 reais.

No início da crise estava em 1,8 por dólar, foi a 1,9 e hoje chegou a 2,03. Em maio do ano passado estava em 2,04. Quanto mais tempo este dolar ficar elevado, vai haver reflexo na inflação.

É possível que a economia brasileira admita o dólar até 2,30 no final do ano, sem maiores problemas (até com vantagens para o balanço de pagamentos, que agora precisa ficar gordo com reservas superiores aos atuais US$ 158 bilhões).

Acima disso haverá pressão inflacionária e o governo terá que pisar no freio do crédito e da moeda, bem como cortar gastos, fazer mais ajuste fiscal que ficou faltando na época de Pedro Malan.

O presidente Lula diz o que aconteceu nesta quarta-feira no Brasil foi só reflexo do tumulto internacional do mercado financeiro, sem impactos maiores sobre a economia brasileira, que agora tem a vantagem comparativa do biodiesel.

No congresso a crise já é percebida como a maior do capitalismo internetizado. O ex-ministro Antonio Palocci, deputado pelo PT de São Paulo, acha que a crise mundial tende a se agravar, com quebradeiras de instituições nos Estados Unidos, mas “não afetará muito o Brasil”.

Ele concorda que podemos i ter que interromper a tendência de queda dos juros básicos.

Assim como o atual ministro da Fazenda, Guido Mantega, Palocci, o PT e Lula acreditam que os fundamentos da economia brasileira estão tão bons que a crise financeira mundial não vai atrapalhar muito os planos de crescimento e sucessão política com o ministro Nelson Jobim, da Justiça, do PMDB gaúcho.

A tendência declinante dos juros será vista na proxima reunião do Copom, informou uma fonte do Banco Central.

O Planejamento já pisou no freio dos gastos.

-Vamos ver como fica para ver o que fazer com propostas fora de hora, como aumentar despesas com incorporação de 200 mil funcionários sem concurso no “trem da alegria” do Legislativo - disse um economista do governo.

Este ano está garantido, segundo o Ministério da Fazenda, o crescimento récorde dos ultimos tempos - algo entre 4 e 4,5%, mesmo porque ainda estamos em agosto e o Brasil vem atraindo mais investimentos diretos.

É bom mesmo que estes investimentos venham, pois os capitais de risco já estão fugindo das bolsas brasileiras e de outros emergentes.

Para piorar, voltou a subir hoje o risco Brasil, embora ainda abaixo de 200 pontos.

Alcançar o “investment grade” agora ficou mais distante - é preciso mostrar firmeza na crise, arrumar as instituições políticas em frangalhos e transmitir segurança aos investidores externos.

Afinal, trata-se da primeira crise mundial do capitalismo globalizado - e financeirizado em excesso.

Posted by Joao Arnolfo at 21:49:03 | Permalink | No Comments »