Wednesday, August 22, 2007

FMI perde emprego para Fed e bancos centrais que acalmam mercados diante da crise financeira mundial

“O FMI está desempregado”, disse hoje Natan Blanche, economista diretor da Tendências Consultoria, de São Paulo, mostrando que o papel de estabilizador da crise mundial de crédito passou a ser exercido pelo Fed e bancos centrais de outros países.
Amanhã o Banco de Tokyo deve decidir se aumenta ou não as taxas de juros domésticas, o que aliou-se à declaraçou do Fed -de que seria feito tudo que seja necessário para acabar com a crise - para resultar na recuperação das bolsas asiáticas.
Na Europa, onde estão boa parte dos investidores em titulos ruins do mercado de financiamento de imóveis nos EUA, as bolsas também reagiram bem, seguindo as tendências de Nova Yor.
Em São Paulo também segue-se a tendência de Nova  York, embora no caso brasileiro - onde não há instituições carregadas naqueles titulos “sub-prime”, ou abaixo dos primeiros, do mercado americano que está no olho da crise.
Blanche não acredita que o Fed venha a baixar os juros americanos para atender a pressão dos mercados e assim esvaziar a crise neste momento Nos meses seguintes haverá muita dor de acomodação de ativos, que terão que ser transformados em perdas para os investidores e as intituições que entraram na “exuberância do mercado imobiliário”.

Até agora o Fed e seus similares estão conseguindo fazer o pale central de estabilizador, tradicionalmente reservado ao Fundo Moinetário Internacional (FMI).

O problema é que agora é uma crise financeira, com impactos sobre o lado real da economia que ninguém ainda conseguiu medir.

Resta saber como serão acomodados os tais ativos lastreados em titulos podres dos americanos e qual o novo patamar de câmbio e a nova expectativa de crescimento das ecomias.

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Friday, August 17, 2007

Corte na taxa de redesconto dos EUA alivia todo o mundo, inclusive o Brasil

O corte na taxa de redesconto bancário de 6,25% para 5,75% ao ano, efetuada nesta manhã de sexta-feira (17) pelo Federal Reserve (banco central americano), provocu efeitos imediatos de acalmar os mercados em todo o mundo e dar um alívio na crise financeira global.

O dia começou muito nervoso com queda geral nas bolsas da Ásia, mas a ação combinada entre as autoridades monetárias dos países ricos - agora via Fed - fez com que o pessimismo desse lugar à expectiva de mais liquidez e menos juros nos Estados Unidos.

Nos EUA a bolsa de NY foi lá em cima e depois fechou em alta de 1,3%, mostrando que a sinalização foi entendida - o próximo passo, em 18 de setembro, será o corte na taxa básica de juros.

A receita para a crise foi clássica: uso de instrumentos de política monetária para aumentar a liquidez no mercado doméstico e, como se trata da maior economia, internacional. Redesconto é como chamam a taxa de juros cobrada pelo Fed de bancos comerciais em emprestimos de um dia para outro para fechamento de caixa, como existe no Brasil.

Se abaixa o redesconto, os bancos têm mais liquidez, mais acesso a crédito, suportam crises localizadas etc. Trata-se de dinheiro público, mas no Brasil seria criticavel socorrer bancos como fez Pedro Malan ao criar nos anos 90 o Proer para recuperar bancos e fortalecer o sistema bancário nacional.

Após a ação de surpresa do Fed, a reação positiva foi imediata no Brasil, com as oscilações das bolsas de SP e Rio ficando menores até fechar com pequena alta, seguindo NY.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse em SP que o Brasil passará “quase incólume” pela crise financeira mundial, pois está com os fundamentos sólidos e os efeitos via taxa de câmbio parecem pequenos até agora.

A expectativa dos bancos continua sendo um dólar valendo R$ 1,8 no final do ano, como estava até semana passada. Com a crise decorrente da inadimplência dos compradores de casas hipotecadas nos EUA, o dólar - como previmos aqui - foi a 1,9 e ultrapassou ontem a barreira psicológica de R$ 2.

Hoje voltou ao “normal nervoso”, podendo ficar algum tempo no patamar entre R$ 1,90 e R$ 2,10 por dólar americano.

O ministro da Fazenda acha que o Brasil tem um sistema financeiro sólido, que não se meteu com papéis podres do mercado de crédito imobiliário americano - “nem precisavam, pois aqui têm mais segurança e rendimento muito maior” - e poderá sair ainda mais valorizado do lado de lá.

Mantega acha que o Brasil sai do lado de lá sofrendo pouco impacto (sobre o câmbio, as importações e os preços internos)  e “sem ter afetado o crescimento econômico”.

A previsão de economistas independentes como Affonso Celso Pastore (ex-presidente do Banco Central) é de um crescimento do PIB este ano um pouquinho acima de 5%.

Agora, resta saber como vão reagir os asiáticos na reabertura dos negócios na segunda-feira (equivalente a domingo a noite aqui).

Até lá, a única certeza é que a instabilidade vai durar ainda vários meses e ninguém sabe como terminará, pois não sabemos onde estáo os papéis podres do sistema de credito imobiliario dos EUA (e quem sabe de outros países).

Pelo menos temos a certeza de que as autoridades monetárias do capitalismo global estão atentas e preparadas.

 

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Thursday, August 16, 2007

Ministro da Fazenda diz estamos no olho do furacão mas a crise financeira mundial não afetou o Brasil

Queda geral nas bolsas da Ásia, depois da Europa e aqui das Américas, por causa da crise do mercado financeiro imobiliario dos Estados Unidos, que se alastrou pelo mundo todo.

Vamos ver o que ocorre nesta sexta-feira, mas a tendênca aqui no Brasil - se não houver muita notícia ruim la fora - é de estabilização novamente no patar do dólar valendo 2 reais por um certo tempo e depois, provavelmente, uma acomodação entre 2,1 e 2,2 nas próximas “turbulências”.

A bolsa de São Paulo chegou a cair mais de 3% mas recuou e fechou com queda de  2,58%, seguindo Nova York.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a turbulência do mercado é passageira, houve um efeito de manada e não afetou os fundamentos muito menos o lado real da economia.

“Estamos no olho do furacão, com exageros de retração dos mercados”, disse Mântega, no balanço do dia em época de crise que os ministros da Fazenda fazem para acalmar o mercado no dia seguinte.

Esta parece ser uma grande crise financeira que pode diminuir o crescimento da economia brasiliera e atrapalhar os projetos políticos de muita gente.

A Europa agora quer investigar as agências de risco, como a Moods, que ganhou U$ 3 bilhões no último exercicio, fazendo previsões erradas que resultaram na atual bolha estourada do mercado financeiro.

 

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