Friday, August 24, 2007

Calmaria passageira devido a sonhos do mercado e gastos com a guerra nos Estados Unidos

Os mercados fecharam esta sexta-feira (24) em aparente calmaria, graças a uma série de ações dos agentes econômicos e autoridade monetária nos Estados Unidos.

O que não quer dizer que a crise mundial passou - pode ser que tenha passado o susto inicial, mas agora vem aacomodação à dura realidade de que a economia americana, como disse há tempos o ex-presidente do Federal Reserve (Fed), Paul Volcker, estava mesmo alimentando uma exuberância que resultou na bolha do crédito imobiliario que estourou nas mãos dos detentores de titulos americanos em volta do mundo todo.

O dólar não é mais tão seguro como antes e o Fed - que tem reunião do seu “compom” dia 18 - vai olhar muito atentamente o que ocorre na semana que vem, antes de se decidir por mexer nos juros básicos antecipadamente como ultimo recurso da atual fase da guerra contra os mercados.

As bolsas americanas, que servem de referência 12 horas antes e 12 depois, abriram em baixa mas foram se recuperando e fecharam com pequena alta devido a alguns fatores:

1) vontade do próprio mercado americano de não se afundar numa recessão corretiva;

2) alta de ações de empresas devido a realização de contratos militares, com o governo federal, que não dependem de decisões de investimento mas já estavam programados devido á guerra no Iraque e Oriente Médio;

3) indicadores internos positivos, mesmo que relativos a mais de mês atrás: em vez da queda de 1% que se esperava, as vendas de casas novas em julho cresceram 2,8% e o indicador de consumo em julho, divulgado hoje para acalmar o mercado por ser positivo: 5,9%, o mais alto desde setembro do ano passado.

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Thursday, August 16, 2007

Tsunami financeiro se alastra do Oriente para o Ocidente e bolsas abrem sob ameaça de mais terremotos

O presidente Lula já mandou tomar as providências para blindar a economia brasileira contra o tsunami financeiro que se alastra nesta manhã de quinta-feira (16) do Oriente para o Ocidente.

A bolsa de Tóquio, no antigo quartel general dos americanos que jogaram as bombas atômicas sobre o Japão, registrou forte queda.

O iene agora é a moeda do momento, se valorizando na medida em que posições de investidores em dólares são desfeitas: deixam titulos podres de devedores americanos e compram papéis bons em casa.

O terremoto de 7,9 que ocorreu ontem à noite no Peru causou centenas de mortes e provocou agora há pouco um alerta de ondas gigantes na costa do Chile - tsunamis podem causar danos enormes, como sabemos.

A crise que começa com a inadimplência de consumidores americanos que compraram casas financiadas, que se valorizaram e resultaram em novos empréstimos, com dívidas cada vez maiores sendo roladas e divididas entre as instituições, misturadas a papéis quentes.

Agora, o castelo de cartas nos Estados Unidos está caindo e o tsunami financeiro atinge o mundo todo.

A China está sofrendo pressão para elevar o juro e conter a inflação nascente.

Nos emergentes como Brasil, a sensação de pânico está tomando conta dos mercados.

Vamos ver como abrirão as bolsas de São Paulo e Rio daqui a pouco.

Preste atenção na agenda do presidente Lula e do ministro da Fazenda, Guido Mantega.

É melhor vigiar também meu amigo Nelson, o grande.

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Wednesday, August 15, 2007

Dólar passa novamente a barreira dos dois reais, bolsas caem em todo o mundo - mas Lula acha que estamos bem

A crise financeira internacional pegou forte hoje no mundo todo, com baixas nas bolsas do mundo todo, seguindo as noticias de problemas com o mercado imobiliario americano.

O Ferderal Reserve, o banco central americano, injetou mais US$ 7 milhões no mercado para socorrer o sistema financeiro afetado pela queda na compra de casas e maior inadimplência entre os consumidores. 

No Brasil a bolsa caiu quase 4%, todo mundo vendendo ações com medo do que vem por aí - e comprando posições em dólar, embora o centro do problema esteja nos Estados Unidos desta vez.

Como este economista havia previsto semana passada, no Brasil o dólar voltou a ultrapassar a barreira psicológica de 2 reais.

No início da crise estava em 1,8 por dólar, foi a 1,9 e hoje chegou a 2,03. Em maio do ano passado estava em 2,04. Quanto mais tempo este dolar ficar elevado, vai haver reflexo na inflação.

É possível que a economia brasileira admita o dólar até 2,30 no final do ano, sem maiores problemas (até com vantagens para o balanço de pagamentos, que agora precisa ficar gordo com reservas superiores aos atuais US$ 158 bilhões).

Acima disso haverá pressão inflacionária e o governo terá que pisar no freio do crédito e da moeda, bem como cortar gastos, fazer mais ajuste fiscal que ficou faltando na época de Pedro Malan.

O presidente Lula diz o que aconteceu nesta quarta-feira no Brasil foi só reflexo do tumulto internacional do mercado financeiro, sem impactos maiores sobre a economia brasileira, que agora tem a vantagem comparativa do biodiesel.

No congresso a crise já é percebida como a maior do capitalismo internetizado. O ex-ministro Antonio Palocci, deputado pelo PT de São Paulo, acha que a crise mundial tende a se agravar, com quebradeiras de instituições nos Estados Unidos, mas “não afetará muito o Brasil”.

Ele concorda que podemos i ter que interromper a tendência de queda dos juros básicos.

Assim como o atual ministro da Fazenda, Guido Mantega, Palocci, o PT e Lula acreditam que os fundamentos da economia brasileira estão tão bons que a crise financeira mundial não vai atrapalhar muito os planos de crescimento e sucessão política com o ministro Nelson Jobim, da Justiça, do PMDB gaúcho.

A tendência declinante dos juros será vista na proxima reunião do Copom, informou uma fonte do Banco Central.

O Planejamento já pisou no freio dos gastos.

-Vamos ver como fica para ver o que fazer com propostas fora de hora, como aumentar despesas com incorporação de 200 mil funcionários sem concurso no “trem da alegria” do Legislativo - disse um economista do governo.

Este ano está garantido, segundo o Ministério da Fazenda, o crescimento récorde dos ultimos tempos - algo entre 4 e 4,5%, mesmo porque ainda estamos em agosto e o Brasil vem atraindo mais investimentos diretos.

É bom mesmo que estes investimentos venham, pois os capitais de risco já estão fugindo das bolsas brasileiras e de outros emergentes.

Para piorar, voltou a subir hoje o risco Brasil, embora ainda abaixo de 200 pontos.

Alcançar o “investment grade” agora ficou mais distante - é preciso mostrar firmeza na crise, arrumar as instituições políticas em frangalhos e transmitir segurança aos investidores externos.

Afinal, trata-se da primeira crise mundial do capitalismo globalizado - e financeirizado em excesso.

Posted by Joao Arnolfo at 21:49:03 | Permalink | No Comments »