Calmaria passageira devido a sonhos do mercado e gastos com a guerra nos Estados Unidos
Os mercados fecharam esta sexta-feira (24) em aparente calmaria, graças a uma série de ações dos agentes econômicos e autoridade monetária nos Estados Unidos.
O que não quer dizer que a crise mundial passou - pode ser que tenha passado o susto inicial, mas agora vem aacomodação à dura realidade de que a economia americana, como disse há tempos o ex-presidente do Federal Reserve (Fed), Paul Volcker, estava mesmo alimentando uma exuberância que resultou na bolha do crédito imobiliario que estourou nas mãos dos detentores de titulos americanos em volta do mundo todo.
O dólar não é mais tão seguro como antes e o Fed - que tem reunião do seu “compom” dia 18 - vai olhar muito atentamente o que ocorre na semana que vem, antes de se decidir por mexer nos juros básicos antecipadamente como ultimo recurso da atual fase da guerra contra os mercados.
As bolsas americanas, que servem de referência 12 horas antes e 12 depois, abriram em baixa mas foram se recuperando e fecharam com pequena alta devido a alguns fatores:
1) vontade do próprio mercado americano de não se afundar numa recessão corretiva;
2) alta de ações de empresas devido a realização de contratos militares, com o governo federal, que não dependem de decisões de investimento mas já estavam programados devido á guerra no Iraque e Oriente Médio;
3) indicadores internos positivos, mesmo que relativos a mais de mês atrás: em vez da queda de 1% que se esperava, as vendas de casas novas em julho cresceram 2,8% e o indicador de consumo em julho, divulgado hoje para acalmar o mercado por ser positivo: 5,9%, o mais alto desde setembro do ano passado.