Thursday, August 30, 2007

Ministro da Fazenda acena com fim do déficit público nominal em dois anos

Ao saber que o Federal Reserve tinha injetado mais alguns milhões de dólares esta manhã para evitar insolvência de institituiçõs financeiras foi suficiente para derrubar as bolsas americanas.

Na queda, Dow Jones puxou a bolsa de São Paulo, que passou de positiva a negativa e voltou ao azul, com pequeno crescimento.

Toda esta agitação do mercado de papéis reflete o que está em jogo: algo estimado em US$ 900 bilhões em titulos podres do sistema hipotecário americano, os subprimes que estavam pagando mais.

Todo mundo nervoso, muita reclação da ata do BC americano divulgada hoje - sem indicação de que vá baixar os juros dia 18 próximo.

Em dois anos seria possivel zerar o déficit nominal do setor público brasileiro, segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega. O país está vivendo um novo desenvolvimento, em sua opinião.

 

Posted by Joao Arnolfo at 21:23:25 | Permalink | No Comments »

Monday, August 27, 2007

Banco Central diz que crise financeira externa ainda não teve maiores impactos sobre mercado de crédito no Brasil

O Banco Central informou há pouco que até agora não houve maiores impactos da crise financeira mundial sobre o sistma brasileiro de crédito, embora se saiba que quase todos os bancos de primeira linha estejam revendo suas tabelas em face das novas incertezas.

Altamir Lopes, diretor do BC, foi cauteloso - como todo economista-chefe neste momento diante da imprevisibilidade do qe ocorre nos Estados Unidos.

O volume de crédito como um todo subiu 21% em julho, puxado principalmente pela demanda por crédito de leasing de veículos e máqinas, indicando que o país estava se preparando para crescimento acima de 5% este ano e de 5,5% ano que vem.

Altamir Lopes disse que agora, em agosto, com a crise externa houve apenas uma pequena alta de 0,2% no custo de captação dos bancos.

-O que se compensa pela queda verificada na margem dos bancos (spread) na mesma faixa de 0,2% - disse Lopes, admitindo que a volatilidade do mercado de câmbio tornou-se uma incerteza para os operadores e a médio prazo para o setor real da economia.

Já existe interesse em fechar negócios a curto prazo, mas o hedge embora ainda seja instrumento ele fica caro e continuará restrito como ferramenta de enfrentar volatilidade.

Continua expectativa de dólar voltar a 2 este ano, de acordo com fontes do mercado ouvidas após a entrevista do diretor do BC.

-O Brasil está bem na balança comercial, conforme dados divulgados hoje com saldo comercial positivo de US$ 738 milhões na quarta semana de agosto.

Exportações brasileiras continuam concentradas, embora agora tenhamos ítens como os aviões da Embraer. As importações, sim, foram desconcentradas neste período de ajuste da economia brasileira do Plano Real (1994) até agora. 

Posted by Joao Arnolfo at 19:55:50 | Permalink | No Comments »

Wednesday, August 22, 2007

FMI perde emprego para Fed e bancos centrais que acalmam mercados diante da crise financeira mundial

“O FMI está desempregado”, disse hoje Natan Blanche, economista diretor da Tendências Consultoria, de São Paulo, mostrando que o papel de estabilizador da crise mundial de crédito passou a ser exercido pelo Fed e bancos centrais de outros países.
Amanhã o Banco de Tokyo deve decidir se aumenta ou não as taxas de juros domésticas, o que aliou-se à declaraçou do Fed -de que seria feito tudo que seja necessário para acabar com a crise - para resultar na recuperação das bolsas asiáticas.
Na Europa, onde estão boa parte dos investidores em titulos ruins do mercado de financiamento de imóveis nos EUA, as bolsas também reagiram bem, seguindo as tendências de Nova Yor.
Em São Paulo também segue-se a tendência de Nova  York, embora no caso brasileiro - onde não há instituições carregadas naqueles titulos “sub-prime”, ou abaixo dos primeiros, do mercado americano que está no olho da crise.
Blanche não acredita que o Fed venha a baixar os juros americanos para atender a pressão dos mercados e assim esvaziar a crise neste momento Nos meses seguintes haverá muita dor de acomodação de ativos, que terão que ser transformados em perdas para os investidores e as intituições que entraram na “exuberância do mercado imobiliário”.

Até agora o Fed e seus similares estão conseguindo fazer o pale central de estabilizador, tradicionalmente reservado ao Fundo Moinetário Internacional (FMI).

O problema é que agora é uma crise financeira, com impactos sobre o lado real da economia que ninguém ainda conseguiu medir.

Resta saber como serão acomodados os tais ativos lastreados em titulos podres dos americanos e qual o novo patamar de câmbio e a nova expectativa de crescimento das ecomias.

Posted by Joao Arnolfo at 18:08:45 | Permalink | No Comments »