Cauteloso por causa de crise externa e da pressão interna de preços, Banco Central reduz o ritmo de queda na taxa básica de juros: Copom corta apenas 0,25%
Seguindo a expectativa de praticamente todo o mercado, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central acaba de anunciar, após dois dias de reunião, mais um corte na taxa básica de juros (selic) da economia brasileira, de 0,25%.
Com isso a taxa básica usada pelos bancos para orientar suas operações cai de 11,5% para 11,25% ao ano, o nivel mais baixo desde a estabilização da economia brasileira.
O dolar teve uma pequena alta, fechando a R$ 1,97, enquanto a Bolsa de São Paulo fechou com queda de 1,53% no rastro da queda ocorrida na bolsa de Nova York.
O ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci, atualmente deputado pelo PT do Estado de São Paulo, também esperava o corte de 0,25% e lembra que a confirmação desta redução no ritmo de queda nos juros básicos mostra que o país está atento à evolução da crise dos mercados imobiliários norte-americanos mas entende que possui fundamentos econômicos suficientemente bons para não interromper de vez a queda dos juros.
Há temor de uma inflação de demanda, pois alimentos e outros itens tem subido mais rapidamente nas ultimas semanas - o tomate subiu 7% ao consumidor em 30 dias.
Mas o governo não acredita em ameaça de volta da inflação - a meta deste ano, em torno de 4%, está mantida.
O que há é uma percepção de que a economia brasileira está excessivamente aquecida devido aos 18 cortes mensais de juros efeutados pelo Copom, com segurança, sem causar abalos na relação oferta/demanda.
Agora, no entando, parece que acendeu a luz amarela e o Banco Central vai manter a taxa basica em 11,25% até o ano que vem, a a não ser que por um milagre as turbulencias internacionais no rastro da desaceleração da economia americana cheguem ao fim até dezembro.