Banco Central diz que crise financeira externa ainda não teve maiores impactos sobre mercado de crédito no Brasil
O Banco Central informou há pouco que até agora não houve maiores impactos da crise financeira mundial sobre o sistma brasileiro de crédito, embora se saiba que quase todos os bancos de primeira linha estejam revendo suas tabelas em face das novas incertezas.
Altamir Lopes, diretor do BC, foi cauteloso - como todo economista-chefe neste momento diante da imprevisibilidade do qe ocorre nos Estados Unidos.
O volume de crédito como um todo subiu 21% em julho, puxado principalmente pela demanda por crédito de leasing de veículos e máqinas, indicando que o país estava se preparando para crescimento acima de 5% este ano e de 5,5% ano que vem.
Altamir Lopes disse que agora, em agosto, com a crise externa houve apenas uma pequena alta de 0,2% no custo de captação dos bancos.
-O que se compensa pela queda verificada na margem dos bancos (spread) na mesma faixa de 0,2% - disse Lopes, admitindo que a volatilidade do mercado de câmbio tornou-se uma incerteza para os operadores e a médio prazo para o setor real da economia.
Já existe interesse em fechar negócios a curto prazo, mas o hedge embora ainda seja instrumento ele fica caro e continuará restrito como ferramenta de enfrentar volatilidade.
Continua expectativa de dólar voltar a 2 este ano, de acordo com fontes do mercado ouvidas após a entrevista do diretor do BC.
-O Brasil está bem na balança comercial, conforme dados divulgados hoje com saldo comercial positivo de US$ 738 milhões na quarta semana de agosto.
Exportações brasileiras continuam concentradas, embora agora tenhamos ítens como os aviões da Embraer. As importações, sim, foram desconcentradas neste período de ajuste da economia brasileira do Plano Real (1994) até agora.
