Monday, August 27, 2007

Banco Central diz que crise financeira externa ainda não teve maiores impactos sobre mercado de crédito no Brasil

O Banco Central informou há pouco que até agora não houve maiores impactos da crise financeira mundial sobre o sistma brasileiro de crédito, embora se saiba que quase todos os bancos de primeira linha estejam revendo suas tabelas em face das novas incertezas.

Altamir Lopes, diretor do BC, foi cauteloso - como todo economista-chefe neste momento diante da imprevisibilidade do qe ocorre nos Estados Unidos.

O volume de crédito como um todo subiu 21% em julho, puxado principalmente pela demanda por crédito de leasing de veículos e máqinas, indicando que o país estava se preparando para crescimento acima de 5% este ano e de 5,5% ano que vem.

Altamir Lopes disse que agora, em agosto, com a crise externa houve apenas uma pequena alta de 0,2% no custo de captação dos bancos.

-O que se compensa pela queda verificada na margem dos bancos (spread) na mesma faixa de 0,2% - disse Lopes, admitindo que a volatilidade do mercado de câmbio tornou-se uma incerteza para os operadores e a médio prazo para o setor real da economia.

Já existe interesse em fechar negócios a curto prazo, mas o hedge embora ainda seja instrumento ele fica caro e continuará restrito como ferramenta de enfrentar volatilidade.

Continua expectativa de dólar voltar a 2 este ano, de acordo com fontes do mercado ouvidas após a entrevista do diretor do BC.

-O Brasil está bem na balança comercial, conforme dados divulgados hoje com saldo comercial positivo de US$ 738 milhões na quarta semana de agosto.

Exportações brasileiras continuam concentradas, embora agora tenhamos ítens como os aviões da Embraer. As importações, sim, foram desconcentradas neste período de ajuste da economia brasileira do Plano Real (1994) até agora. 

Posted by Joao Arnolfo at 19:55:50 | Permalink | No Comments »

BC americano injeta mais dólares para acalmar mercado com medo de quebradeira nos Estados Unidos

A semana começou nos Estados Unidos com o Federal Reserve injetando novamente dólares no sistema financeiro, para acalmar as bolsas de valores. 

Em Brasília o presidente Lula convocou para quinta-feira (30) primeira reunião ministerial para analisar a crise financeira mundial e os impactos sobre crescimento, inflação, juros e câmbio na economia brasileira.

Vão falar o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles 

Os mercados abriram com otimismo na Ásia, com ênfase nas ações de empresas exportadoras.

Na Europa, Frankfutr e PAris operam com leve queda - em Londres há um feriado de verão.

São Paulo está em baixa pequena - além de seguir as bolsas americanas, nervosas nesta segunda-feira, há muita expectiava em Brasília sobre o julgamento do século que ocorre neste momento no Supremo Tribunal Federal (STF), em torno do nome do ex-ministro José Dirceu, do PT.

E também a crise de Renan Calheiros, presidente do Congresso.

Nos Estados Unidos está o olho do furacão.

O que deve acontecer reflete os investidores indo mais para segmentos onde têm controle sobre o curto prazo.

Mesmo porque a médio prazo ninguem sabe o que acontecerá no planeta com a crise ambiental e agora com esta crise mundial financeira.

Daqui a pouco tem mais.

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PS - Tranquilize-se por enquanto em fontes do mundo global superfinanceirizado, como www.bloomberg.com , matéria do jornalista de Economia João Oliveira serve de fundo.

Posted by Joao Arnolfo at 15:59:03 | Permalink | No Comments »